Pesca e pescarias
Embora sejam muitas vezes usadas como sinônimos, para os cientistas e
administradores pesqueiros estas duas palavras têm diferentes
significados. Enquanto que a pesca é o próprio ato de capturar animais
aquáticos ou de os ciar, uma pescaria é o conjunto do ecossistema e de
todos os meios que nele atuam – barcos e artes de pesca – para capturar
uma espécie ou um grupo de espécies afins. Por exemplo, a pescaria de
arenque do Mar do Norte, a pescaria de anchoveta do Peru e do Chile, a
pescaria recreativa de achigã (black bass) no lago Ontário. No entanto,
referimo-nos às pescarias de camarão de Madagascar porque incluem uma
componente industrial e outra artesanal ou as pescarias de atum porque têm
diferentes espécies-alvo e são capturadas em diferentes oceanos.
As Pescas na História
Desde que há memória que a pesca sempre fez parte das culturas humanas,
não só como fonte de alimento, mas também como modo de vida, fornecendo
identidade a inúmeras comunidades, e como objeto artístico. A Bíblia tem
várias referências à pesca e o peixe tornou-se um símbolo dos cristãos
desde os primeiros tempos.
Uma das atividades com uma história mais longa é o comércio de bacalhau
seco entre o norte e o sul da Europa, que começou no tempo dos vikings há
mais de 1000 anos.
Métodos de Pesca
Pesca recreativa - Arandu-SP-Brasil - A forma mais simples da pesca é um
indivíduo isolado com uma cana ou uma rede de pesca. Não só como atividade
recreativa - proporcionando um enorme comércio em muitos países
desenvolvidos -, mas também como pesca de subsistência nos países menos
desenvolvidos, esta forma de pesca continua a ser muito importante em todo
o mundo.
Mas a forma mais usual de pescar é com o auxílio de embarcações, começando
com a jangada de papiros do Egito ou a piroga ou canoa de tronco escavado,
ainda hoje a principal plataforma de pesca em muitos países menos
desenvolvidos, passando pelos barcos à vela, até aos enormes
barcos-fábrica responsáveis pela produção de atum e equipados com a mis
moderna tecnologia, desde helicópteros para a detecção dos cardumes, até
receptores de informação de satélites, que lhes indicam a posição exata, a
temperatura da água do mar, etc.
Pesca à linha
A pesca com linha e anzol, parecendo simples, continua a ser uma das
principais formas de capturar peixe. Pelo fato do material ser de fácil
aquisição, é o principal método de pesca de subsistência em rios, lagos ou
junto à costa. No entanto, várias pescarias industrializadas usam este
método, quer com a chamada linha-de-mão, em que cada pescador segura na
mão uma linha na extremidade da qual se colocam várias linhas secundárias
cada uma com o seu anzol, até aos palangres de vários quilômetros de
comprimento com que se pescam os atuns de profundidade.
A pesca de anzol é ainda um esporte muito praticado do mundo.
Pesca de emalhe
Outra forma de pescar relativamente simples é a rede de emalhar - na sua
forma mais simples, um retângulo de rede com flutuadores numa extremidade
e pesos na oposta, que é lançada à água num local onde se saiba haver
cardumes de peixe a nadar, os quais ficam "emalhados" ou seja presos nas
malhas da rede, normalmente pelos espinhos ou opérculos. No entanto, este
método tem muitas variantes, a mais perigosa das quais - para a fauna
marinha e para a própria navegação - é a rede-derivante, que também pode
ter vários quilômetros de extensão e pode perder-se, continuando a matar
peixes que depois não são aproveitados e até mamíferos marinhos; para além
disso, estas redes são praticamente invisíveis e um navio que passe por
uma destas redes perdidas pode ficar com o hélice imobilizado. Por estas
razões, este método de pesca foi banido em vários países do mundo.
Pesca de cerco
Barco de pesca utilizado na pesca de cerco Algumas variantes da rede de
emalhar deram origem às redes de cerco: a rede é colocada em volta de um
cardume e o cabo do fundo pode ser puxado até formar um saco onde todo o
peixe fica aprisionado. Esta forma de pescar é utilizada tanto a nível
artesanal - na região norte de Moçambique estas redes são fechadas por 4-5
mergulhadores, em águas baixas - como a nível industrial, por exemplo,
para algumas espécies de atum que formam cardumes à superfície do mar.
Pesca com armadilhas
As armadilhas de diversos tipos são também métodos de pesca muito
populares desde tempos imemoriais. Na região Indo-Pacífica, quer dizer nas
zonas tropicais e subtropicais dos oceanos Índico e Pacífico, os
pescadores locais constroem gaiolas em forma de V com ripas de bambu ou de
folhas de palmeira, colocam-nas perto de rochas ou recifes de coral e
conseguem capturar peixes de grande valor comercial. Em Portugal existe
uma pesca tradicional para cefalópodes (principalmente polvo) com
alcatruzes (que são recipientes de barro, normalmente presos em número
variável a linhas suspensas na água) ou "covos" que são gaiolas fabricadas
de arame ou fibras vegetais). Os "covos" são bastante utilizados na costa
norte portuguesa (Matosinhos, Labruge, Vila Chã, Mindelo, Vila do Conde e
outras). Estas artes de pesca, como se designam os instrumentos utilizados
diretamente na captura de peixe e outros animais aquáticos, pertencem ao
grupo das chamadas artes passivas, uma vez que é o próprio animal que as
procura, normalmente como refúgio, ficando nelas aprisionado.
Ao nível industrial, há pescarias que utilizam gaiolas, construídas em
plástico ou rede segura numa armação metálica, que podem ser colocadas em
grandes números e em qualquer profundidade, presas a um cabo. Estas
gaiolas provocam um problema semelhante ao das redes de emalhar
derivantes, pois podem perder-se e continuar a matar peixes ou outros
organismos, sem nenhum benefício, nem para o homem, nem para os próprios
recursos pesqueiros.
Fonte: Wikipedia
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Pescarias com iscas naturais e artificiais.
Pescarias com iscas artificiais, Mar Azul, Parceis Avançados e Parcel da Teta, favor consultar.
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